No ambiente dos negócios, praticamente em qualquer lugar do mundo, as pessoas estão sentindo as transformações introduzidas pela reengenharia, descentralização, transformações em cenários internos e externos, políticas de competitividade e sobrevivência, inovações tecnológicas, surgimento de novos modelos de gestão, mudanças significativas no perfil do cliente, relações com fornecedores.
Gerir um negócio na atualidade, requer quebra de paradigmas no ambiente empresarial e envolve uma gama complexa e diversificada atividade e precisamos estar aptos a perceber, refletir, decidir e principalmente agir no momentos certos. Temos plena convicção de que o grande desafio desta década é a da capacidade e competência diária que as organizações enfrentam para levar a todos os níveis hierárquicos e funcionais, da alta administração ao piso de fábrica, a incorporação de novos modelos, métodos, técnicas, instrumentos, atitudes e comportamentos necessários a sobrevivência empresarial.
Neste contexto que a administração estratégica pretende colher resultados prospectivos, a partir de processos gerenciais fixando o rumo a ser seguido pela organização, prevendo mudanças cardeais que possam otimizar a relação da organização com o seu ambiente.
Existem diversos conceitos de estratégia, porém a que mais se adapta ao momento empresarial é a de “Peter Drucker” > que conceitua ESTRATÉGIA como a tomada de decisão, algo que podemos fazer antes de agir, o plano de vôo que gere os negócios das empresas, definindo as escolhas e caminhos com o objetivo de atingir uma situação futura.
No Brasil infelizmente o índice de mortalidade de empresas de acordo com levantamento do SEBRAE ainda é muito alto, ou seja, motivado principalmente pela falta de um planejamento estratégico prévio e um estudo de viabilidade econômica financeira.
Quadros a seguir:

2-Visão Estratégica
Para obter um resultado mais apurado no planejamento estratégico de um negócio devemos levar em consideração diversos fatores que possam trazer consideráveis mudanças que possam impactar nos resultados das empresas. Para conduzir a gestão empresarial de uma forma coletiva e competitiva, os limites, forças e competências é fundamental que a empresa construa o seu futuro desejado analisando cenários futuros conforme quadros abaixo.
Visão Estratégica:
3-Plano de Negócios
Muitos empreendedores não conseguem alavancar seus negócios por não enxergar erros estratégicos ou de gestão. Um plano de negócios é a ferramenta essencial e imprescindível nos dias atuais e de competitividade no mercado.
Um bom planejamento não garante o sucesso, mas serve para minimizar os erros e otimizar as potencialidades e oportunidades.
O plano de negócios é uma ferramenta que deve ser ajustado freqüentemente, buscando um plano de melhorias constantes, conceitos comportamentais como o PDCA (PLAN = planejar, DO = fazer, CHECK = checar, ACTION = ação) são conceitos que devem ser implantado nas organizações para estar sempre atualizando seu posicionamento no mercado e em busca de resultados superiores.
Uma empresa precisa estar baseada em três pilares de sustentação; caixa, lucro e perpetuação e o plano de negócios auxilia o empreendedor a buscar estes resultados.
Plano de negócios:
1 – Visão • É o sonho que se pretende alcançar
• Descrição em poucas linhas o que o negócio deseja ser no futuro
• Quais os valores que queremos criar
2 – Missão
• Descrição clara do produto ou serviço que queremos oferecer
• Como se pretende atingir vantagens competitivas sustentável ao negócio
• Core competencies – é o que você faz melhor que os outros
3 – Descrição do Negócio
•Descrever detalhadamente as características do negócio (produtos / serviços)
•Desenhar a cadeia de valores, descrevendo as atividades primárias e as de suporte e os fatores críticos de sucesso
• Planejamento de resultados e fluxo de caixa
• Planejamento em relação aos sistemas de informação e controle
• Portfólio de produtos, marca, barreiras, etc
4 – Análise do Mercado
Identificar:
• Tamanho atual do mercado
• Evolução histórica do mercado
• Análise do Modelo das 5 forças de PORTER
•Ameaça de novos entrantes
•Poder de barganha dos fornecedores
• Poder de barganha dos compradores
• Ameaças dos substitutos
• Rivalidade da competição
5 – Análise dos Consumidores
• Conhecer exatamente que são/serão os clientes / consumidores do negócio
• Conhecer:
• quem são (faixa etária, sexo, etc)
• quem poderia ser
• como estão distribuídos
• quais as motivações que o levam a consumir
• quais as expectativas e necessidades que estão sendo satisfeitas pelos concorrentes
6 – Análise da Concorrência
• Analisar profundamente os principais concorrentes
• Definir:
• distribuição do market share atual
• identificar os principais concorrentes, suas praticas (volume de vendas, preço, margem, logística, etc)
• descrever os pontos fortes e fracos
• fazer o grid comparativo dos concorrentes
- vantagens competitivas do concorrente
7 – Análise do Ambiente Externo
• Considerar todos os fatores que afetam o negócio:
• sociais, tecnológicos, econômicos, políticos
• Esses fatores influenciam todas as empresas do mesmo ramo
• Oportunidades e ameaças
8 – Análise do Ambiente Interno
• considerar os pontos fortes e fracos
• minimizar / eliminar os pontos fracos
• manter / reforçar os pontos fortes
• comparar e realizar análise de benchmarking
9 – Definir Cenários
Considerar o cenário mais provável para o projeto:
• Otimista
• Realista
• Pessimista
Para cada um dos cenários é necessário prever:
• Crescimento do mercado
• Evolução do market share do negócio
É um exercício de futurologia estruturada
É A PARTE MAIS IMPORTANTE DO PROJETO
10 – Projeções Financeiras
• É onde se verifica se o projeto irá se pagar
• Para verificar se o projeto é viável economicamente é necessário calcular através da técnica
de fluxo de caixa descontado, valor presente líquido, em determinado horizonte de tempo
• Observar as seguintes ações:
• determinar preços de venda dos produtos/serviços, promoções.
levantar os recursos necessários (investimentos e despesas correntes previstas) ao longo do tempo
• Determinar fluxo de caixa
11 – Definição da Estrutura
Organizacional
Determinar o conjunto de departamentos
Organogramas
Tarefas e atividades
Formas de avaliação produtiva
Capacitação dos funcionários
Plano de carreira, PPR
Cultura organizacional
Regras de conduta, éticas profissionais, estilos gerenciais, etc
Na maior parte dos casos de fechamento de empresa poderia ser evitado ou o prejuízo minimizado se houvesse planejamento e um plano de negócios.
É fundamental para o empreendedor entender a organização, ou o negócio que vai montar, conhecer seus pontos fortes e fracos.
O negócio de fomento mercantil se enquadra num plano de negócios, pois além de avaliar o risco junto a seus clientes-cedentes, precisa entender e conhecer o mercado do seu cliente, diminuindo assim seus riscos
por atividade econômica, praticando os conceitos do planejamento estratégico.
Todas as pessoas fazem seu planejamento pessoal todos os dias, as vezes até sem se lembrar que estão planejando seu dia-a-dia, porém um simples plano de itinerário no transito já é um plano de negócios, porque pode estar tomando tempo, ou gastando combustível ou outros custos acessórios.
Por fim, planejar diminui o grau de erro, deve ser atualizado freqüentemente, este caminho pode fazer a sua vida ser mais tranqüila e até pode maximizar seu resultados.
Lívio Utech
Vice-presidente de Planejamento e Gestão da ANFAC
